quarta-feira, 20 de junho de 2012

Compramos Um Zoológico - We Bought a Zoo



Minha irmã fala que a girafa é um bicho que é a cara de um jardim zoológico. Concordo. É um dos animais mais "esperados" pelas crianças. Curiosamente, no zoológico do Rio de Janeiro, é um dos últimos animais a serem vistos se você seguir o caminho sugerido pela arquitetura do parque. Parece que a girafa é uma "sobremesa" da visitação ao zoológico.

Compramos Um Zoológico foi inspirado em fatos reais sobre a vida do inglês Benjamin Mee, que comprou o morimbundo zoológico de Dartmoor e o reabriu mesmo sem ter nenhuma experiência na área. Se o zoológico real com certeza fez a alegria de muitas crianças (mesmo sem girafas), o filme de Cameron Crowe (o mesmo diretor de Vanilla Sky, Quase Famosos e Jerry Maguire) não emociona os adultos.

Pra começar, a atuação é risível. Matt Damon parece tão perdido quanto o Jason Bourne desmemoriado, mas sem a cara amarrada do espião e com o cabelo do Justin Bieber o resultado é patético. Colin Ford no papel do filho adolescente nojentinho é de dar nos nervos. Elle Fanning, mesmo com toda sua fofurice, é terrivelmente mal-aproveitada, assim como Scarlett Johansson (uma das minhas atrizes favoritas), que sinceramente não sei como foi parar aí.

O grande trunfo que Crowe poderia usar para dar alegria, emoção e carisma ao filme mal aparece: os animais têm cenas curtas e sem empolgação, e o único drama "animal" do filme (a velhice do tigre) simplesmente não empolga. É como se os animais fossem escondidos de propósito. Ficam sempre à margem de tudo, quando deveriam ser o centro das atenções.

Tudo foi muito decepcionante. Diálogos pífios, sem emoção, e algumas vezes até sem nexo. Fotografia ruim... por aí vai. A proposta de ser uma história de superação e libertação emocional através de uma aventura simplesmente não se concretiza. Up da Pixar se propôs a falar do mesmo assunto e fez muito melhor

Foi como ir a um zoológico e no final do passeio não ver a girafa.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Atualização - Update

Cidade Maravilhosa - Wonderful City agora também em inglês. Siga o link e role para baixo.

Cidade Maravilhosa - Wonderful City now available in English. Follow the link and scroll down.

http://jabberwockscave.blogspot.com/2011/12/cidade-maravilhosa-wonderful-city.html

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cidade Maravilhosa - Wonderful City

Já falei aqui de um filme que é uma declaração de amor ao Brasil e especificadamente ao Rio de Janeiro. Mas agora chegou a minha vez de expressar uma coisa que eu já sabia e só confirmei depois desse último final de semana.

Eu A*M*O o Rio de Janeiro!!!!!!

O que aconteceu no último sábado? Visitei o Corcovado.

Colocar a câmera na frente e tirar um foto-"evidência"...
"Mas só isso?" alguns talvez  perguntem-se, "mas você apenas visitou um monumento!! E a bandidagem, essas coisas?"

Para aqueles seres infelizes e amargurados que só conseguem ver as coisas ruins (não só na cidade, mas em tudo na vida), não falo nada. Apenas desejo que eles tenham a oportunidade que tive. Oportunidade de aprender tolerância ao ter que lidar com os muitos turitas estrangeiros que visitam o Corcovado, transformando a experiência numa aula de lingüística. Oportunidade de apreciar a natureza viajando no trem que te leva até lá em cima. Oportunidade de aprender humildade com aquela vista, ao ver que o mundo é beeeeem maior do que pensa nossa vã filosofia.

Foi simplesmente sensacional. Recomendo a viagem usando o Trem do Corcovado, passando no meio da Floresta da Tijuca, um dos mais belos pontos do que restou da Mata Atlântica. Não se assustem com os motoristas da cooperativa de vans, eles são meios insistentes para conseguir passageiros, mas inofensivos. Não é vantajoso usar carro próprio: você só vai poder ir até o meio do caminho e então ir de trem ou de van.

Lá em cima, se tiver sol, você vai descobrir que se arrependeu ao não levar chapéu, óculos escuros e filtro solar. E guarde o tíquete da passagem, ele será necessário para descer (vocês acreditam que minha irmã perdeu esse tal tíquete?!?!?!) O souvernir que recomendo é um cartão postal: as lojas lá no mirante têm uma boa variedade dessa que é a mais barata das lembrancinhas (R$ 2,00). O resto é tudo meio caro, se possível, leve um lanche no caso de bater uma fome. E não se esqueça da regra nº 1 do turista: pesquise sobre o lugar antes de visitar!!!!

Mas vale a pena. Você vai se apaixonar pelo Rio de Janeiro, do jeito que me apaixonei. Você nunca mais verá a vida de outra forma...

Foto obrigatória...

























I have already talked about a movie that is a love declaration to Brazil and more specifically, to Rio de Janeiro. But now, it`s my turn to express a feeling I alredy had and that became stronger after this last weekend.

I L*O*V*E Rio de Janeiro!!!

And What happened last Saturday? I visited Corcovado Mountain.

"That`s all?" you may ask, "you have just visited a statue. What about violence and all that kind of stuff?"

To the bitter unhapppy people that are unable to see beautiful things (not only in the city, but in life too), I have nothing to say. I merely wish they may have the opportunity I had. I learned tolerance with the fellow tourists, most foreign, making the visist an example of linguistic and ethnic diversity. I had the opportunity to appreciate nature (it`s a National Park, remember?) as it is. I learned to be humble with that marvelous view that teaches you world is much greater than you can suppose.

Long story short, it was wonderful. I recommend goig up the hill through Corcovado Rack Railroad, which crosses the Atlantic Rainforest and offers optimal views of the area. Going by van is also possible, buut I don`t believe it is half as fun. Using your own car is not worthy the effort: you won`t be able to go all the way.

The Sun can be quite aggressive on the mountains, don`t forget your sunscreen lotion, hat and sunglasses. And your ticket will be needed to come back (can ou believe my sister lost aforementioned ticket?). As a souvenir, postcards are the choice: they`re cheap and a great variety is available. The belvedere also has cafés and restaurants, but food there is expensive, bring your snacks from home. And don`t forget the smart tourist`s rule #1: RESEARCH!

Corcovado is worthy the effort. You wil lfall in love for Rio, much the way I did. You`ll never see life the same way again.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

É Fantástico!

Justiça seja feita, o Fantástico está entre os melhores programas da TV brasileira. Já foi melhor? Sem dúvida. Existe coisa pior? Óbvio. Temos alternativas na televisão aberta na noite de domingo? Dificilmente. A mistura de jornalismo investigativo com entretenimento nas mão de apresentadores carismáticos e comunicativos (destaques: Patrícia Poeta e Tadeu Schimdt, ainda que eu sinta falta da Glória Maria) dá certo. Os importantes furos de reportagem se intercalam com atrações de humor, criando um programa leve, divertido, sem ser bobo. Mas eles deram uma bola fora.

Trazer à TV Agamenon Mendes Pedreira.

O "colunista" do jornal O Globo foi ressucitado e adaptado à TV pelos Cassetas de forma triste, sem graça, sem criatividade. Basicamente, esse quadro é uma continuação do humor velho, quadrado e nada divertido do Casseta e Planeta Urgente, programa que fez os brasileiros pularem de alegria quando anunciou o seu próprio fim.

Agamenon no Fantástico é a versão jornalística do complexo de vira-lata. Fica tão fora de lugar quanto uma vaca no meio da rua. A turma do Casseta e Planeta simplesmente se esqueceu de como fazer rir, que o público agora ri de outra forma, com outras linguagens, ri de outras coisas, na verdade rinda das mesmas coisas só que de forma diferente. Congelaram-se no nitrogênio líquido e não saem do lugar, e pior, não percebem isso. De certa forma, reflete a própria grade de humor da Rede Globo, que continua na mesma de dramaturgia de comédia cheias de piadas físicas e pouco conteúdo.

O triste é que o Fantástico tem boas idéias. Uma delas ajudou milhares a mudar hábitos de vida, foi o Medida Certa, sucesso absoluto. Outra desse ano durou pouco: o Você é o Dono com só quatro programas, deixou um gostinho de quero mais num assunto que tem tanto a ver com a relidade de milhões de brasileiros. E o mais recente do Dráuzio Varela, o Brasil sem Cigarro, surpreendeu no último domingo com o sincero e emocionante depoimento de Malu Mader reconhecendo que o tabaco é uma droga tão viciante como qualquer outra.

Mas por favor, livrem-se do Agamenon. Deixem ele na mídia impressa. E para a Rede Globo: não tragam os Cassetas de volta, eles não conseguiram se reciclar.