segunda-feira, 23 de maio de 2011

Incontrolável - Unstoppable

Divulgação/20th Century Fox
Direção: / Directed by Tony Scott
Produção: / Produced by Tony Scott, Ridley Scott, Mimi Rogers et al.
Roteiro: / Written by Mark Bomback
Elenco: / Starring: Denzel Washington, Chris Pine, Rosario Dawson
Distribuição: / Distributed by 20th Century Fox
Ano: / Year: 2010

Uma agradável surpresa, esse filme. Lembro-me de no final do ano passado ir ao cinema assistir a Comer, Rezar, Amar, e não tínhamos certeza se conseguiríamos: era a semana de estreia de Tropa de Elite 2, a fila para a bilheteria estava maior que o Rio Amazonas. Incontrolável era o nosso plano B. Já imaginava que fosse um bom filme, aliás, Denzel Washington não costuma estar em filmes ruins, apenas de mediano para cima. 
A história, inspirada por um evento real que aconteceu em 2001 (leia mais), é sobre um trem carregado de produtos químicos perigosos, que de alguma forma ficou sem maquinista e sem freio, ameaçando passageiros e moradores no interior da Pensilvânia. Tentativas de parar o trem são frustradas, e no decorrer dos acontecimentos cabe ao condutor Will Colson (Chris Pine) e ao engenheiro Frank Barnes (Washington) deter o trem descontrolado usando a técnica do cabo-de-guerra. 
A ação é muito bem conduzida, a boa edição não faz você ficar perdido na história, a atuação convence e te emociona o suficiente para você torcer pelos personagens (Rosario Dawson na pele da controladora Connie Hooper se destaca nesse sentido). Acima de tudo, o filme não força a barra pra te conquistar, faz isso sem muito esforço e sem muita melação, sem muito de contar o passado dos personagens com dramalhões que beiram à novela mexicana. Só queremos saber se o trem vai ou não descarrilar em cima dos tanques de gás. 
O ponto negativo? Ver Denzel Washigton com trens descontrolados não é tão original: Tony Scott fez praticamente a mesma coisa em O Sequestro do Metrô 123. Ficou com um ar de déjù vu... mas peraí, esse não é outro fime também do Tony Scott? 
Em nenhum momento esperei algo artístico tipo cinema francês de vanguarda. Incontrolável se mantém fiel ao gênero, essa é talvez sua maior virtude. é apenas entretenimento. Mas bom entretenimento.

This picture was a good surprise. A few months ago, I went to the movie theater expecting to watch Eat, Pray, Love, but the lines to buy tickes were longer than the Amazon River: Elite Squad 2 had just premiered that week, and Unstoppable was a kind of plan B we had. I imagined Unstoppable would be a good movie, since Denzel Washington rarely works on really unwatchable pictures (maybe not-so-good ones sometimes).
The plot, based on a real event in 2001 (read more), is about a train carrying dangerous chemicals, that somehow was brakeless, without any conductor and at full throttle, threatening any form of life on its way in countryside Pennsylvania. As all attempts to stop the monster on wheels prove to be unsuccessful, eventually engineer Frank Barnes (Washington) and conductor Will Colson (Pine) try to brake the vehicle using a tug-of-war method.
The good edition makes it a nice action movie, and the cast's work is good enough to touch you (Rosario Dawson is especially addictive as yardmaster Connie Hooper). The best thing is that you don't need to watch Mexican-soap-opera-like scenes supposedly made to bond you with the characters. Most of the time, we only care about the train, whether or not it will derail killing everyone around.
The bad thing? Denzel Washington and out-of-control trains together are not new: Tony Scott did the very same thing on The Taking of Pelham 123. Sometimes, Unstoppable can look like a déjà vu. But wait, isn't it another Tony Scott picture starring Washington?
I never expected French avant-garde art from Unstoppable. It simply is an action movie, nothing more than Hollywood popcorn entertainment. But it's good entertainment.

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