sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sobrei...

Seven a.m. wake up in the morning, gotta be fresh, gotta get downstais, gotta have my bowl, gotta have my cereal

Não acordei às sete da manhã, não comi cereal matinal com tigela, e nem era sexta-feira, mas os versos iniciais de Friday da Rebecca Black ilustram bem a minha ansiosidade para o segunda parte do processo seletivo dos Correios. Enfrentei 50 minutos de engarrafamento em Niterói numa boa, em pé dentro do ônibus lotado, ouvindo a conversa alheia no celular pra conseguir algum informação do tinha acontecido. Finalmente cheguei na Cidade Maravilhosa exatamente na hora marcada para o processo de avaliação de perfil.

Tive que esperar bastante. As avaliações psicológicas eram testes de atenção no estilo psicotécnico: achar triângulos coloridos no paper, circular números, essas coisas. Depois dinâmica de grupo. Qual de nós deveria pular de um zepelim perdendo altitude para salvar os outros no grupo? Decidi não pular, até porque preferiria jogar fora a mobília do balão.

Depois, tivemos que relatar diferente experiências de como solucionamos problemas com poucos recursos e coisas do tipo. Meio-dia, fomos almoçar. Em grupo (ninguém era do Rio, e não queríamos ficar sozinhos na Cidade Nova, um lugar que conhecíamos pouco), procuramos um restaurante. Achamos um lugar a quilo barato (R$ 24 / kg) e almoçamos. Ao voltar, esperamos o rapaz do RH chegar. Ele explicou mais alguns detalhes do processo, os benefícios oferecidos, como as vagas aos portadores de deficiência seriam oferecidas, e outros detalhes burocráticos.

Chegou o momento tão aguardado, a distribuição de vagas. Um por um, os colegas foram até a mesa, escolhiam uma agência e eram liberados. Mas na minha vez, acabaram as vagas disponíveis.

Estava preparado pra tudo. Pra aceitar vaga em agência lá onde Judas perdeu as cuecas (o lugar é tão longe as botas, as meias e as calças já foram hámuito tempo), pra ficar bem atrás na lista de aprovados, pra um acidente com meu ônibus, pra arrastão na Av. Rio Branco. Menos pra isso. Chegar tão perto e ter que esperar abrir vaga no futuro.

Cheguei em casa muito abalado, decepcionado e frustrado. Irritado até. Não sei como tive forças para fazer outras coisas que tive que fazer ontem. Desabei na cama, esgotado física e emocionalmente.

15 horas de sono depois, ainda não estou totalmente recuperado. Tento me focar em coisas boas, e no que minha família me falou pra tentar me consolar. Agora o jeito é mesmo esperar... e torcer pra não sobrar de novo.

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