sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Missão Impossível: Protocolo Fantasma



A crítica tem sido unânime em dizer que esse é o melhor filme da franquia Missão Impossível até agora. Nesse ponto, tenho de concordar.

O primeiro é muito complexo, o segundo é muito simples, o terceiro é bom, mas foi ofuscado pelas estripulias do Tom Cruisa na televisão, ainda em 2006. Já o quarto é demais!!!!

O enredo não é dos mais originais, o que é típico de qualquer filme de ação: um vilão excêntrico que quer destruir o mundo pra começar do zero, a agência de inteligência leva a culpa de um atentado terrorista, os agentes têm que se virar pra consertar tudo, mesmo na ilegalidade e coisa e tal. Enredos similares já existiam nos filmes de James Bond dos anos 60.


A ação é excelentemente conduzida por Brad Bird, que acertou de primeira no seu primeiro filme com atores (ele que só havia dirigido animações, incluindo a excelente Ratatouille). Não ficamos perdidos, e o recurso narrativo conhecido como "arma de Chekov", tão comum nos filmes de espionagem, foi usado de forma suave e sem exageros.

Bird não tem medo de cutucar a onça com vara curta: explodir o Kremlin, soterrar Dubai numa tempestade de areia e engarrafar o já engarrafado trânsito de Mumbai estão entre seus feitos. Infelizmente, não tive a oportunidade de assistir o filme em IMAX, mas não foi necessário, já que a fotografia é excelente, e provavelmente vai se mostrar excelente até mesmo numa tela de LCD de três polegadas.

Na atuação, além do ego de Tom Cruise que o público já aprendeu a ignorar, os destaques ficam com Léa Seydoux interpretando maravilhosamente uma das antagonistas, e Simon Pegg (impagável) dando o necessário alívio cômico. Completam o time Paula Patton (a mocinha sem-graça) e a decepção Jeremy Renner, que atuou no automático no filme que poderia consolidá-lo como herdeiro da franquia.

Se a franquia MI estava há pouco tempo fadada ao esquecimento, Protocolo Fantasma recupera o série e dá uma vontade de, quem sabe, uma continuação. É esperar pra ver.

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